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Gemini 4 Argon chega à API do Google. O preço promocional vale até 30 de novembro

O modelo foi anunciado em 30 de setembro só para defensores de cibersegurança e abriu ao público em 13 de outubro. Veja preços, acesso e o que é alegação do Google.

Arte oficial do Gemini 4 Argon
Imagem: Google

O Google abriu o Gemini 4 Argon ao público em 13 de outubro. O modelo foi anunciado duas semanas antes, em 30 de setembro, mas só para um grupo restrito de defensores de cibersegurança. Agora ele está na API para desenvolvedores e empresas. O preço de lançamento é baixo e muda em 30 de novembro.

Como foi o lançamento

O anúncio de 30 de setembro foi assinado por Koray Kavukcuoglu, arquiteto-chefe de IA do Google. Segundo o texto, o Argon chegou primeiro a um conjunto de defensores de confiança, pelo Fairwind Program. A TechCrunch confirmou que o acesso era limitado a parceiros de cibersegurança.

Em 13 de outubro, o Google passou a oferecer o modelo de forma global a desenvolvedores e empresas, pela API, no AI Studio e na plataforma Gemini. Assinantes do plano Ultra ganharam acesso no Google Antigravity. Assinantes Pro e Ultra também o usam no app Gemini e no modo IA da busca.

Quanto custa

O preço de introdução é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Entradas em cache têm 95% de desconto. Depois de 30 de novembro de 2026, o preço sobe para US$ 4 e US$ 20, respectivamente. O Google informa que esses valores valem para o modelo de acesso público.

Para um desenvolvedor, isso significa uma janela curta. Quem quiser testar com custo menor tem cerca de seis semanas. Depois, o custo dobra.

O Google também oferece o nível mais alto de uso no Antigravity, de graça por seis meses, a 10 mil cientistas, sujeito a elegibilidade e seleção.

O que muda na cibersegurança

O Google separa duas versões. O público usa o Argon com proteções. Os defensores aprovados recebem uma versão sem as travas de cibersegurança. Segundo o texto de 13 de outubro, o Google começou a ampliar o acesso a "centenas" de novos parceiros do Fairwind, em ordem de chegada.

No post de segurança, Anca Dragan e Raluca Ada Popa afirmam que o Argon resolveu os 12 cenários simulados de ataque completo que o Google usou, contra cinco da geração anterior. A empresa também descreve três camadas de proteção em tempo real: triagem de entrada, introspecção interna e monitoramento contínuo.

O Argon já foi usado em um caso real. A equipe de pesquisa da Wiz o empregou, com outros modelos, para achar falhas críticas no PHP. Esse uso é um relato da Wiz, e não do Google.

O que o Google alega

Os números de desempenho vêm do próprio Google. Entre eles, 77,9% no DeepSWE v1.1, 51,3% no AutomationBench e 91,7% no LVBench. No CWE-bench, o modelo empata em primeiro lugar, com 68%. Todos são resultados da empresa, sem validação externa nas fontes que lemos.

A TechCrunch relata que o Google diz que o Argon supera o GPT-6 Astra, da OpenAI, e modelos da Anthropic. Os posts do Google que lemos não trazem essa comparação com nomes. Por isso, trate essa afirmação com cuidado.

Há ainda uma diferença nos textos sobre o limite de tokens. O anúncio de 30 de setembro fala em um limite de saída de 1 milhão de tokens. O de 13 de outubro fala em um limite unificado de entrada e saída de 1 milhão. A diferença importa para quem planeja usar o modelo em tarefas longas, e vale conferir na documentação.

Como avaliar

Nossa leitura, e não um dado das fontes, é que o lançamento tem dois públicos. Para empresas de segurança, o foco é a versão sem travas. Para desenvolvedores comuns, o ponto prático é o preço até 30 de novembro.

Antes de migrar, vale testar o modelo com tarefas do seu próprio trabalho. Os benchmarks são do fabricante. Só avaliações independentes vão mostrar se o Argon mantém o desempenho fora dos testes do Google.

Fontes

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