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Starship chegou à órbita pela primeira vez. A próxima meta é pegar os dois estágios na torre

O 14º voo teste levou 26 satélites Starlink à órbita, apesar de uma falha de motor. Agora a SpaceX quer recuperar foguete e nave no voo 15, em novembro.

Starship decolando durante o voo teste 14
Imagem: SpaceX (página oficial do voo 14)

A Starship chegou à órbita pela primeira vez em 28 de setembro, no 14º voo teste. O feito veio com um susto: a nave perdeu um dos seis motores logo depois da separação. Agora a SpaceX quer ir além. No voo 15, previsto para novembro, ela pretende pegar na torre o foguete e a nave, os dois estágios do sistema.

O que aconteceu no voo 14

O lançamento foi na madrugada de 28 de setembro, no sul do Texas. Segundo a TechCrunch, o motor falhou pouco depois da separação do estágio superior. A SpaceX chegou a cancelar a tentativa e, minutos depois, seguiu em frente. A nave chegou à órbita e soltou 26 satélites Starlink da versão V3. Todos se conectaram.

O plano era dar cerca de seis voltas ao redor da Terra, em nove horas. A Engadget fala em dez horas. Com cerca de uma hora e meia de voo, a SpaceX decidiu trazer a nave de volta mais cedo. Em uma publicação na rede X, a empresa disse que faria a descida depois de três horas em órbita.

O foguete, por sua vez, voltou à costa do Golfo e fez um pouso simulado sobre a água. A TechCrunch o descreve como o pouso simulado mais limpo da versão V3. Foi o terceiro teste dessa versão, com cerca de dois meses entre eles.

O plano do voo 15

Elon Musk anunciou a meta na teleconferência de resultados da SpaceX, em 20 de outubro. A ideia é capturar o Super Heavy e a nave com os braços da torre de lançamento, conhecidos como "chopsticks". A Engadget lembra que a SpaceX já pegou o foguete na torre antes. Ela nunca tentou pegar o estágio superior.

A TechCrunch diz que o próximo voo deve ocorrer em novembro. Para Musk, recuperar os dois estágios seria um "marco enorme de tecnologia". A Starlust acrescenta que a presidente da empresa, Gwynne Shotwell, espera que a licença do voo 15 inclua o retorno ao local de lançamento e a captura dos dois estágios.

Nada disso tem data fechada. Até aqui, os veículos falam em "novembro", e não em um dia.

O que Musk promete para 2027

Na mesma teleconferência, segundo a Starlust, Shotwell disse que o reabastecimento em órbita está marcado para o ano que vem. Musk também falou em voos semanais na primeira metade de 2027. São declarações da empresa, sem confirmação independente.

Há um dado para comparar. A TechCrunch escreve que a Starship nunca voou mais de cinco vezes em um ano. Uma análise do Google, citada pela reportagem, calcula que seriam necessários cerca de 1.800 lançamentos em dez anos para viabilizar data centers no espaço. Isso dá 180 por ano. A distância entre o ritmo atual e esses números é grande.

Por que isso importa

A Starship não é só um foguete da SpaceX. A NASA conta com ela como módulo de pouso. Por isso, o reabastecimento em órbita e a reutilização rápida entram no calendário da volta à Lua. Se a captura dupla der certo, a empresa mostra que pode reaproveitar o veículo inteiro.

Se falhar, porém, o atraso pode afetar outros prazos. Ainda não se sabe o resultado.

Para quem acompanha a corrida espacial, o voo 14 já mudou o patamar. Até aqui, a Starship não tinha chegado à órbita. Agora, a pergunta deixa de ser se ela chega lá. Passa a ser com que frequência e com que segurança ela repete o feito.

Vale acompanhar três sinais nas próximas semanas: a data oficial do voo 15, a aprovação da licença para a captura dupla e o primeiro teste de reabastecimento em órbita, que a empresa diz estar marcado para 2027. Vamos atualizar esta matéria quando a SpaceX divulgar a data oficial do voo 15.

Fontes

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