Veículos3 min de leitura

Waymo quer chegar a 20 mil robotáxis até o fim de 2027, diz reportagem

A Semafor afirma que a empresa planeja multiplicar a frota por cinco. O plano usa carros fabricados na China e um empréstimo de US$ 5 bilhões. A Waymo não comentou.

Veículos da Waymo baseados no Zeekr, o modelo Ojai, estacionados em um depósito
Foto: Dllu, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Waymo quer multiplicar por cinco a frota de robotáxis em pouco mais de um ano. A informação é da Semafor, que publicou o plano em 19 de outubro. A empresa tem hoje cerca de 4 mil carros e miraria 20 mil até o fim de 2027. A Waymo, porém, não confirmou nada. Segundo a Semafor, ela se recusou a comentar.

O que a reportagem diz

O texto da Semafor, assinado por Ellen DiMauro, cita "pessoas familiarizadas com o assunto". Não há fonte nomeada. Segundo ela, a meta é chegar a 8 mil carros até o fim deste ano e a 20 mil até o fim de 2027. O dinheiro viria dos US$ 5 bilhões que a empresa tomou emprestado há pouco.

A The Next Web retomou o relato e deixou claro que a base é a Semafor. Ela acrescenta que a meta de 2026 dobraria a frota em menos de três meses. É a parte mais difícil de acreditar.

O dinheiro

O empréstimo de US$ 5 bilhões saiu neste mês e é o primeiro da empresa em dívida, segundo a The Next Web. Os credores são PIMCO, Blackstone e Sixth Street. Antes, a Waymo tinha captado US$ 16 bilhões em uma rodada de investimento em 2026. A Semafor diz que o dinheiro veio de credores privados, sem garantia da Alphabet.

Os carros

Para crescer rápido, a Waymo depende de um novo modelo, o Ojai. Ele é construído sobre um carro elétrico da Zeekr, marca da chinesa Geely. A Waymo instala o sistema de direção autônoma em uma fábrica em Mesa, no Arizona. O Ojai substitui o Jaguar I-Pace, que a Jaguar deixou de fabricar em 2024.

Existe um obstáculo político. Carros chineses pagam tarifa de 100% nos EUA. Segundo a The Next Web, a Waymo importa os veículos sem o software de conectividade restrito. A Semafor diz que a empresa já encomendou milhares de carros da China, citando o New York Post.

Onde a Waymo opera

Hoje a Waymo faz corridas pagas em 15 cidades dos EUA, segundo a The Next Web. Entre elas estão Los Angeles, Miami e a Baía de San Francisco. Em 21 de outubro, a TechCrunch informou que a empresa começou a atender o aeroporto de Las Vegas. É o sexto grande aeroporto atendido, depois dos de Phoenix, Nashville, San Antonio, San Francisco e San José. No começo, só poucos passageiros poderão usar o serviço.

A empresa também mira outros países. A The Next Web diz que a Waymo vai testar na região de Madri, com a meta de levar os primeiros passageiros em 2027. A Semafor menciona uma operação em Toronto.

O risco

Crescer rápido tem custo. Em maio, segundo a The Next Web, a Waymo suspendeu o serviço em cinco cidades. Os carros entravam repetidamente em ruas alagadas. Quanto maior a frota, mais difícil fica manter a operação segura e dar manutenção.

A concorrência também aperta. A TechCrunch conta que a Zoox, da Amazon, já atende o aeroporto de Las Vegas. Em agosto, reguladores de Nevada liberaram permissões para Tesla e Uber colocarem "milhares" de robotáxis nas ruas da cidade em até um ano.

Comparação com a Tesla

A Electrek escreve que o robotáxi da Tesla roda em seis áreas metropolitanas, em zonas pequenas. Ela diz ainda que a Waymo chegou antes a Orlando e Tampa e tem mais de 3 milhões de milhas, número do veículo. A Tesla trocou o prazo da direção sem supervisão para 2027, enquanto a Waymo já opera sem motorista em várias cidades.

O que falta confirmar

Três pontos seguem sem resposta oficial: a meta de 8 mil carros, o prazo de 20 mil e a origem exata dos veículos. Até a Waymo falar, trate os números como um plano reportado, e não como compromisso. Nos próximos meses, o número de carros nas ruas vai dizer se a meta é realista.

Fontes

Leia também