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Turo vai mostrar quais Teslas para alugar têm o FSD (Supervisionado)

A Turo, plataforma de aluguel de carros entre pessoas, passa a identificar os Teslas com o sistema de assistência FSD (Supervisionado) ativo, com dados vindos direto da Tesla. Segundo a Electrek, o recurso começa nos EUA nesta quarta-feira (28), e anfitriões elegíveis ganham um mês grátis do sistema. Quem responde por um acidente não foi dito.

Tesla Model Y cinza-escuro visto de cima atravessa uma faixa de pedestres, com duas pessoas nos bancos da frente
Foto: OWS Photography, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

Quem aluga um Tesla pela Turo nos Estados Unidos vai poder escolher um carro com o FSD (Supervisionado) ligado. A plataforma de aluguel entre pessoas anunciou uma integração com a Tesla que confirma, carro a carro, se o sistema está ativo. Segundo a Electrek, o recurso entra no ar nesta quarta-feira (28).

O FSD (Supervisionado) é o sistema de assistência ao motorista da Tesla. Apesar do nome em inglês, "direção autônoma total", ele é de nível 2. Ou seja, a pessoa ao volante continua responsável o tempo todo.

Como vai funcionar

O anfitrião, dono do carro, liga a conta da Tesla à da Turo. Em seguida, a plataforma consulta a API da Tesla e marca o anúncio com o FSD ativo. Assim, quem procura um carro pode filtrar só os Teslas com o sistema. Segundo o TechCrunch, o anúncio pode trazer o selo "Self-Driving".

Para os anfitriões, há um incentivo:

  • Teste grátis: anfitriões elegíveis nos EUA ganham um mês do FSD (Supervisionado) sem custo, segundo os dois veículos.
  • Depois do teste: vale a assinatura normal da Tesla, de US$ 99 por mês, de acordo com a Electrek.
  • Oferta atual: a Turo diz que já há "milhares" de Teslas com o sistema na plataforma, número citado pela Electrek.

A Turo não disse se os carros com FSD terão diária mais cara. Ainda assim, a Electrek avalia que o anfitrião deve repassar o custo da assinatura ao preço do aluguel.

O que o motorista vê

Segundo o TechCrunch, o aplicativo avisa que o motorista precisa vigiar o sistema e estar pronto para assumir. Também há um tutorial feito pela Tesla, que o cliente pode assistir se quiser. Já a Electrek cita outra medida: a Turo recomenda ler a documentação e as regras de segurança da Tesla antes de retirar o carro. Para a Electrek, essa é a única proteção declarada. Por isso, o site defende um passo a passo obrigatório no aplicativo antes do uso.

Andre Haddad, que comanda a Turo, chamou o acordo de "integração inédita no setor". Ainda assim, a própria Tesla já aluga carros com FSD no sul da Califórnia desde o ano passado, segundo a Electrek. Numa pesquisa da Turo, 55% dos americanos dizem ter interesse em tecnologia sem motorista nas viagens. Na geração Z, são 71%. Além disso, a empresa diz que o Model 3 e o Model Y são o terceiro e o quarto carros mais procurados na plataforma neste ano.

Por que a Tesla quer isso

A Tesla tenta ampliar o uso do FSD. Desde 14 de fevereiro, o sistema só é vendido por assinatura. Antes, a compra única chegou a custar US$ 15 mil, segundo a Electrek.

Na carta aos acionistas do terceiro trimestre, a Tesla informou 1,74 milhão de "assinaturas ativas" do FSD. Porém, a conta inclui quem pagou de uma vez no passado, não só quem paga por mês. O TechCrunch descreve o mesmo dado de outro jeito: cerca de 1,7 milhão de clientes pagaram pelo FSD no mundo.

O número importa para Elon Musk. Afinal, o pacote de remuneração de 2025 tem como uma das metas 10 milhões de assinaturas ativas. No ritmo do terceiro trimestre, com saldo de 260 mil assinaturas, a Tesla levaria cerca de oito anos para chegar lá, segundo a Electrek. Testes grátis não entram na conta. Por outro lado, quem assinar depois do teste entra.

As fontes também divergem num detalhe. Ambas dizem que mais de 75% dos compradores na América do Norte levaram o FSD no terceiro trimestre. Segundo o TechCrunch, a fatia subiu cerca de 20% sobre o segundo trimestre. Já a Electrek, na matéria de 21/10, fala em quase 20 pontos percentuais.

O que ainda não sabemos

  • Responsabilidade: a Turo não disse quem responde se o cliente bater com o FSD ligado: o motorista, o anfitrião ou os planos de proteção da plataforma.
  • Preço: não se sabe se a diária com FSD será mais alta.
  • Outros países: o anúncio fala só dos EUA.

Nossa leitura

Na prática, a Turo vira um test-drive pago do FSD, e cada assinatura mantida depois do teste ajuda na meta de Musk. Como observa a Electrek, o modelo lembra a "rede Tesla" prometida desde 2016. Nela, donos ganhariam dinheiro com o carro. Aqui, porém, há motorista. O risco está no uso. A Electrek lembra um caso de cerca de duas semanas antes, em Fairfield, na Califórnia. A pessoa ao volante disse à polícia rodoviária que dormia com o FSD ligado quando o Tesla bateu numa viatura. Dois policiais ficaram gravemente feridos. Para um cliente de aluguel, que nem sempre conhece o carro, um tutorial opcional parece pouco.

Leia também: Tesla adia o FSD sem supervisão para 2027 e EUA propõem luz ciano para carros autônomos.

Fontes

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