Turo vai mostrar quais Teslas para alugar têm o FSD (Supervisionado)
A Turo, plataforma de aluguel de carros entre pessoas, passa a identificar os Teslas com o sistema de assistência FSD (Supervisionado) ativo, com dados vindos direto da Tesla. Segundo a Electrek, o recurso começa nos EUA nesta quarta-feira (28), e anfitriões elegíveis ganham um mês grátis do sistema. Quem responde por um acidente não foi dito.

Quem aluga um Tesla pela Turo nos Estados Unidos vai poder escolher um carro com o FSD (Supervisionado) ligado. A plataforma de aluguel entre pessoas anunciou uma integração com a Tesla que confirma, carro a carro, se o sistema está ativo. Segundo a Electrek, o recurso entra no ar nesta quarta-feira (28).
O FSD (Supervisionado) é o sistema de assistência ao motorista da Tesla. Apesar do nome em inglês, "direção autônoma total", ele é de nível 2. Ou seja, a pessoa ao volante continua responsável o tempo todo.
Como vai funcionar
O anfitrião, dono do carro, liga a conta da Tesla à da Turo. Em seguida, a plataforma consulta a API da Tesla e marca o anúncio com o FSD ativo. Assim, quem procura um carro pode filtrar só os Teslas com o sistema. Segundo o TechCrunch, o anúncio pode trazer o selo "Self-Driving".
Para os anfitriões, há um incentivo:
- Teste grátis: anfitriões elegíveis nos EUA ganham um mês do FSD (Supervisionado) sem custo, segundo os dois veículos.
- Depois do teste: vale a assinatura normal da Tesla, de US$ 99 por mês, de acordo com a Electrek.
- Oferta atual: a Turo diz que já há "milhares" de Teslas com o sistema na plataforma, número citado pela Electrek.
A Turo não disse se os carros com FSD terão diária mais cara. Ainda assim, a Electrek avalia que o anfitrião deve repassar o custo da assinatura ao preço do aluguel.
O que o motorista vê
Segundo o TechCrunch, o aplicativo avisa que o motorista precisa vigiar o sistema e estar pronto para assumir. Também há um tutorial feito pela Tesla, que o cliente pode assistir se quiser. Já a Electrek cita outra medida: a Turo recomenda ler a documentação e as regras de segurança da Tesla antes de retirar o carro. Para a Electrek, essa é a única proteção declarada. Por isso, o site defende um passo a passo obrigatório no aplicativo antes do uso.
Andre Haddad, que comanda a Turo, chamou o acordo de "integração inédita no setor". Ainda assim, a própria Tesla já aluga carros com FSD no sul da Califórnia desde o ano passado, segundo a Electrek. Numa pesquisa da Turo, 55% dos americanos dizem ter interesse em tecnologia sem motorista nas viagens. Na geração Z, são 71%. Além disso, a empresa diz que o Model 3 e o Model Y são o terceiro e o quarto carros mais procurados na plataforma neste ano.
Por que a Tesla quer isso
A Tesla tenta ampliar o uso do FSD. Desde 14 de fevereiro, o sistema só é vendido por assinatura. Antes, a compra única chegou a custar US$ 15 mil, segundo a Electrek.
Na carta aos acionistas do terceiro trimestre, a Tesla informou 1,74 milhão de "assinaturas ativas" do FSD. Porém, a conta inclui quem pagou de uma vez no passado, não só quem paga por mês. O TechCrunch descreve o mesmo dado de outro jeito: cerca de 1,7 milhão de clientes pagaram pelo FSD no mundo.
O número importa para Elon Musk. Afinal, o pacote de remuneração de 2025 tem como uma das metas 10 milhões de assinaturas ativas. No ritmo do terceiro trimestre, com saldo de 260 mil assinaturas, a Tesla levaria cerca de oito anos para chegar lá, segundo a Electrek. Testes grátis não entram na conta. Por outro lado, quem assinar depois do teste entra.
As fontes também divergem num detalhe. Ambas dizem que mais de 75% dos compradores na América do Norte levaram o FSD no terceiro trimestre. Segundo o TechCrunch, a fatia subiu cerca de 20% sobre o segundo trimestre. Já a Electrek, na matéria de 21/10, fala em quase 20 pontos percentuais.
O que ainda não sabemos
- Responsabilidade: a Turo não disse quem responde se o cliente bater com o FSD ligado: o motorista, o anfitrião ou os planos de proteção da plataforma.
- Preço: não se sabe se a diária com FSD será mais alta.
- Outros países: o anúncio fala só dos EUA.
Nossa leitura
Na prática, a Turo vira um test-drive pago do FSD, e cada assinatura mantida depois do teste ajuda na meta de Musk. Como observa a Electrek, o modelo lembra a "rede Tesla" prometida desde 2016. Nela, donos ganhariam dinheiro com o carro. Aqui, porém, há motorista. O risco está no uso. A Electrek lembra um caso de cerca de duas semanas antes, em Fairfield, na Califórnia. A pessoa ao volante disse à polícia rodoviária que dormia com o FSD ligado quando o Tesla bateu numa viatura. Dois policiais ficaram gravemente feridos. Para um cliente de aluguel, que nem sempre conhece o carro, um tutorial opcional parece pouco.
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